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SIMPLIFICANDO Ah se eu pudesse! Transformaria o traje social A gravata, o terno O vestido longo O salto alto Em pijama e chinelo Como é gostoso Ficar dentro de um pijama Casa afora, sem ter o que fazer Sem se preocupar com a hora Uma comida chique Aquela que tem O nome até difícil de se falar Em canjiquinha com pé de galinha Um grande evento No qual se você não levar o convite Fica sem participar Em apenas uma reunião de amigos No fundo do quintal Com o barulho da falazada Das gargalhadas Da sanfona e “rasta pé” E a carninha assada só saindo Um breakfast Em um grande pão com ovo caipira Um pão com linguiça Um queijinho assado na braza Acompanhado de um forte café A área gourmet Transformaria no cantinho de churrasco O barril de shop Em barril de água de coco Transformaria o SPA No meu chuveiro e sabonete cheiroso,
meu perfume preferido O apego as coisas deste mundo No desapego O tal do stress Em muita alegria Triplicaria as gargalhadas |
A beleza verdadeira seria crua Sem maquaigem O sorriso seria obrigatório Seria o acessório principal De qualquer vestimenta Mesmo pra quem não tem dente Aumentaria a distração E muito menos trabalho Faria uma coisa de cada vez Colocaria menos coisas dentro de casa Pra ter mais espaço no lar Ensinaria todo mundo a dizer não Quando se é necessário faze-lo Praticaria fazer nada com vontade Somente ler, jogar A cabeça arejar Sentar, resistir a vontade de se fazer
algo Simplificaria o mundo inteiro Ligaria mais pro outro Visitaria mais o outro Encontraria mais o outro Abraçaria mais o outro Amaria mais quem não me ama Perdoaria muito mais Dormiria menos E acordaria muito mais cedo Só pra ter o prazer de ver o sol
nascer Explicaria, perguntaria, pediria Serviria mais as pessoas Seria mis grato a tudo e a todos Teria muito mais intimidade com Meu filho, com meu esposo Comigo mesma e com Deus Simplificaria ainda mais o simples Descomplicaria Esta sim, seria a nova maneira De a vida filosofar Simplificar, simplificar e simplificar. |